Mostrando postagens com marcador Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de abril de 2010

Prevenção, a única solução

Por André Schmidt

Diversas cidades do estado do Rio de Janeiro vem sofrendo desde a noite de ontem com a chuva constante que cai na região. O número de mortos já se aproxima de cem e os desabrigados ainda aguardam ajuda. Culpa da natureza ou das autoridades? Obviamente de nossos "comandantes". Se a natureza não pode ser controlada por nós, políticas de prevenção devem ser adotadas para que o caos não volte a tomar conta da nossa sociedade, como o que estamos vivendo hoje. Não é um problema recente, é claro, mas se as construções nas encostas do morros não forem combatidas com urgência e as pessoas que lá vivem não forem remanejadas para áreas seguras, infelizmente ainda veremos muitas manchetes relatando mortes e desaparecimentos.
Outro motivo para que deslizamentos e alagamentos ocorram é o excesso de lixo depositado nas ruas e beras de rios. Quando meu pai, Almir Schmidt, foi secretário de Meio Ambiente em Petrópolis criamos o Projeto PETrópolis Recicla, que gratifica as pessoas que devolvem suas garrafas PET para que sejam recicladas e reutilizadas para a confecção de outro produto, fazendo com que dimunuísse consideravelmente a quantidade do material espalhado pela cidade. Políticas de conscientização da população dos perigos causados pelo acúmulo de lixo também devem ser adotados com urgência. Um dos grandes vilões e que por diversas vezes passa desapercebido pelos nossos olhares é o filtro do cigarro, ou guimba de cigarro. Ignorado por ser pequeno, é um dos maiores causadores de bloqueios nas galerias e bueiros em razão da grande quantidade jogada nas vias e pela dificuldade de ser retirado totalmente pelos serviços de limpeza. Como não há cinzeiros, ou "porta-guimbas", nas ruas para que seja deixado lá, o filtro acaba quase que sempre sendo jogado nas calçadas. Pensam no cigarro apenas como um problema de saúde e esquecem o resíduo deixado por ele. Projeto simples de ser feito, como a obrigatoriedade de um sistema de coleta específico acoplado as lixeiras públicas, unido a uma campanha de conscientização já ajudaria, e muito, neste problema, já que o filtro pode ser transformado também em papel reciclável. Atualmente o Brasil é responsável por produzir cerca de 33 mil toneladas de lixo, por ano, apenas em guimbas de cigarro. Num mundo perfeito isso sairia das ruas e se tornaria livros para as crianças...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A arte do extraordinário

Por André Schmidt

Um tema cada vez mais frequente nos debates e nos fóruns mundiais é a luta para salvar o Meio Ambiente e as diversas formas de sustentabilidade. Novas formas de utilizar a obra-prima oferecida pela natureza sem que a mesma sofra com os efeitos de seu uso são discutidos em cada seminário, porém, o que se vê é o total descaso e falta de fiscalização sobre os que vivem deste meio. Uma das formas de compensar esta utilização, ainda que controlada, é gerar materiais a partir de coisas dispensáveis, como é o caso da reciclagem. Isto pode ser chamado de extraordinário: a arte de transformar o ordinário, o dispensável, em algo realmente utilizável. Um dos projetos que demonstram bem esta habilidade pode ser visto no lixão de Pedro do Rio, em Petrópolis. Em 2005, o então secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da cidade, Almir Schmidt, criou um projeto de utilização do gás metano emitido pelos resíduos do local para a geração de energia elétrica. O mecanismo, ainda que de pequeno porte, passou a ser o gerador de energia do próprio depósito, reduzindo a poluição emitida à atmosfera e ainda produzindo algo útil para o local. Porém, apesar do projeto estar montado, nenhuma autoridade municial ou estadual deu continuidade ao programa que tem uma capacidade muito maior, tanto de geração de energia quanto de redução de gases emitidos. Eis que voltemos a questão inicial: as coisas não fluem por falta de boas idéias ou por má vontade das autoridades hoje no governo?